Araras contabiliza 21 casos de dengue

Araras, 14/05/08

Araras conta hoje com 21 casos de dengue desde julho do ano passado, situação considerada estável pelo Departamento Municipal de Controle de Vetores. Desse número, dez são autóctones e 11 importados, provenientes de diversas regiões do País, assim como de cidades próximas como Rio Claro, Araraquara e Ribeirão Preto.
Esta semana cerca de 20 suspeitos ainda aguardam resultados de exames que devem chegar nos próximos dias. De acordo com a coordenadora da equipe de agentes de vetores, Daniela Rossini Teche, o inverno é uma época em que as pessoas esquecem de fazer trabalhos para prevenção por acreditarem que o mosquito não se reproduz.
“Estamos com uma situação estável justamente pelo trabalho contínuo que desenvolvemos desde o ano passado. O inverno é uma estação tão vulnerável quanto às outras e não podemos parar de trabalhar para eliminar possíveis criadouros. Pedimos à população que continue nos ajudando nessa luta que não pode parar”, destaca a coordenadora.
De acordo com o Ministério da Saúde o inverno pode até aliviar os riscos da dengue porque a quantidade de mosquitos diminui, mas os ovos podem ficar até um ano parados para eclodirem em qualquer sinal de água e calor.
 “Os ovos do mosquito sobrevivem durante meses em locais secos até a chegada do período das chuvas quando se transformam em larvas. Os meses de junho, julho e agosto são favoráveis para o controle da epidemia, pois o mosquito está em desvantagem. No entanto dez dias em clima de verão podem atrapalhar esse trabalho. E, como todos sabem, nosso clima é bastante vulnerável podendo mudar de uma hora para outra", alerta o biólogo do departamento de zoologia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Carlos Fernando Andrade.

Como evitar a dengue em qualquer estação

De acordo com o Departamento Municipal de Combate a Dengue e o Ministério da Saúde, atitudes simples podem acabar com os focos de dengue e devem ser priorizadas pela população como forma de se unir aos serviços de saúde para eliminar os criadouros do mosquito Aedes aegypti.
Entre as principais atitudes estão: encher de areia até a borda os pratinhos dos vasos de planta; lavar semanalmente por dentro e com escovas e sabão os tanques utilizados para armazenar água; jogar no lixo todo objeto que possa acumular água, como embalagens usadas, potes, latas, copos e garrafas vazias; manter bem tapados tonéis e barris de água, lavar principalmente por dentro com escova e sabão os utensílios usados para guardar água em casa como jarras, garrafas, potes e baldes; manter a caixa d’água sempre fechada com tampa adequada; se possuir plantas aquáticas, trocar a água e lavar o vaso principalmente por dentro com escova, água e sabão pelo menos uma vez por semana; manter o caso de lixo bem fechado e fora do alcance de animais até o recolhimento pelo serviço de limpeza urbana; colocar o lixo em sacos plásticos e manter a lixeira bem fechada; não jogar lixo em terrenos baldios; remover folhas, galhos e tudo que possa impedir a água de correr pelas calhas; não deixar a água da chuva acumulada sobre a laje; entregar pneus velhos ao serviço de limpeza urbana ou guardá-los sem água em local coberto e abrigados da chuva e guardar garrafas sempre de cabeça para baixo.

“São atitudes simples que por mais insignificantes que possam parecer, são as mais importantes ações para combater o mosquito e, consequentemente, a doença. Se cada um fizer um pouco, olhar e conscientizar amigos e vizinhos, nossa cidade vai continuar com situação estável e, se possível, sem mais nenhum caso de dengue”, completa a coordenadora Ieda

Sabrina Sanfelice - com informações do Ministério da Saúde e da Folha Online (http://www.folha.uol.com.br/)

 

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